segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Cheque-mate de Dilma no PMDB e Dor de cotovelo de Aécio Neves


A presidenta Dilma Rousseff  reuniu nesta segunda-feira (3) por quase seis horas no Palácio do Planalto com o objetivo de fechar os nomes do PMDB para a segunda etapa da reforma ministerial. Também fez parte da pauta da audiência decisão sobre palanques estaduais. Tudo isso com reflexo à corrida presidencial deste ano.
Entre idas e vindas, passaram pelo gabinete presidencial o vice-presidente Michel Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (AM), o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil).
O principal impasse com o PMDB está na reivindicação de mais uma pasta, além das cinco que o partido já ocupava Esplanada.
AÉCIO NEVES E SUA DOR DE COTOVELO
O Planalto estudava, até a semana passada, chegar a um consenso entre o PMDB da Câmara e o PMDB do Senado. Este último patrocina o nome do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) para, possivelmente, a pasta do Turismo. A bancada da Câmara, entretanto, diz que o nome do parlamentar não a representa.
A terceira reforma ministerial promovida pela presidente Dilma Rousseff foi duramente criticada nesta segunda-feira (3) pelo senador Aécio Neves (PSDB) durante uma visita ao Show Rural Coopavel, feira tecnológica do agronegócio em Cascavel (a 498 km de Curitiba).
Em entrevista à imprensa, o senador disse que a palavra "reforma" pressupõe uma mudança para melhor, mas que isso não ocorreu no anúncio dos novos ministros –quatro tomarão posse hoje. Aécio Neves não citou nomes, entretanto.
"É uma reforma que anda para trás, é uma reforma que atende a interesses do partido [o PT] e, provavelmente nos próximos dias, a dos aliados", declarou.
Segundo Aécio, a agenda do governo é focada na reeleição, e, com a reforma, "os feudos do PT são garantidos" nos maiores orçamentos, como os ministérios da Saúde e da Educação. "Infelizmente a lógica que rege as ações do governo não é de interesse nacional, é de interesse eleitoral", afirmou o tucano.
O pré-candidato à presidência disse ainda que as principais conquistas do Brasil até agora, como a estabilidade, a credibilidade e os pilares macroeconômicos que garantiram investimentos no Brasil, se fragilizaram.
A inauguração de um porto em Cuba, financiado pelo BNDES, também foi alvo de críticas do senador. "Pelo menos no último ano de governo da atual presidente assistimos à inauguração da primeira grande obra concluída pelo seu governo. Pena que foi em Cuba, poderia ser no Brasil", alfinetou.
Bem à vontade, Aécio percorreu a feira em ritmo de pré-campanha. Cumprimentou visitantes, posou para fotos e percorreu estúdios de TVs e rádios para conceder entrevistas, sempre acompanhado do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), e do senador Alvaro Dias (PSDB-PR). LUIZ CARLOS DA CRUZ - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM CASCAVEL (PR)

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br


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