segunda-feira, 30 de junho de 2014

CARTILHA DA PROPAGANDA ELEITORAL 2014

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO AMAZONAS
TRE AMAZONAS
Eleições
2014

CONFIRMA
Apresentação
No processo de elaboração da Constituição Federal de 1988, a Assembléia Nacional Constituinte,
preocupou-se em, não apenas registra no preâmbulo da Constituição, que era mera representante do
povo, como tinha o propósito de instituir um Estado Democrático de Direito.
Hoje, após 26 anos de promulgação da Constituição, não resta qualquer dúvida sobre ser o povo o
soberano, bem como, que vivemos em um Estado Democrático de Direito. Isto implica, a
submissão de todos à lei, cuja origem é democrática; vale dizer, é criada por representantes eleitos
pelo povo, através do voto direito, secreto e com valor igual para todos.
Portanto, é o voto o indicativo maior do estágio democrático em que se encontra uma sociedade;
cabendo à Justiça Eleitoral, uma vez que adotamos o sistema judicial de controle das eleições,
assegurar que seu exercício se dê de modo livre, sem qualquer embaraço, refletindo a real vontade do
eleitor.
A construção da vontade nacional, passa pelo voto de cada cidadão. É o eleitor, assim, a figura
principal de uma eleição.
Neste passo, adquire a propaganda eleitoral importância ímpar; por se tratar de poder onímodo e,
por vezes, imperceptível.
Para que não seja maculada a vontade do eleitor, e o voto se dê de maneira realmente espontânea,
exerce à Justiça Eleitoral a fiscalização da propaganda, evitando abusos e irregularidades. Trata-se do
poder de polícia. O pode e o dever que tem a Justiça Eleitoral de manter a ordem, no caso, na
propaganda eleitoral.
O poder de polícia na propaganda eleitoral é exercido pelos Juízes Eleitorais e pelos Juízes
designados pelo Tribunal Regional Eleitoral. No caso do Amazonas, os eminentes Juízes Henrique
Veiga Lima, Luís Márcio Nascimento Albuquerque e Ana Maria de Oliveira Diógenes.
Daí a fundamental importância da Cartilha de Propaganda Eleitoral que os ilustres Juízes antes
referidos ora lançam. Sua relevância sobressai não apenas do fato de orientar os candidatos, partidos
políticos e coligações, mas de servir ao próprio eleitor, que de posse dela poderá reconhecer quando
ocorrer a propaganda irregular e denunciar a esta Justiça Especializada.
Estas as razões que me levam a, com uma ponta de orgulho, apresentar a presente Cartilha ao
cidadão eleitor do Estado do Amazonas.
Manaus, 28 de maio de 2014
Desa. Maria do Perpétuo Socorro Guedes Moura
Presidente – TRE/AMAdministração
Desdora. Maria do Perpétuo Socorro Guedes Moura
Desdor. João Mauro Bessa
Presidente
Vice‐presidente e Corregedor Regional Eleitoral
Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas
Manaus, junho de 2014
O QUE É PROIBIDO e O QUE É PERMITIDO na PROPAGANDA ELEITORAL
DAS ELEIÇÕES GERAIS 2014 (Código Eleitoral, Lei n° 9.504/97, Resoluções TSE
ns.° 23.390/13 e 23.404/14).
 Cartilha da Propaganda Eleitoral
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(01) PROPAGANDA PARTIDÁRIA GRATUITA (Lei nº 9.096/95):
 É PROIBIDO, a partir de 1º/JUL/14: a propaganda eleitoral na rádio e na televisão
restringir‐se‐á ao horário eleitoral gratuito, vedada a veiculação de propaganda paga (art. 36, §
2º, da Lei nº 9.504/97 e art. 1º, § 3º, da Res. TSE n° 23.404/14).
 A violação desse preceito sujeitará o responsável pela divulgação da propaganda e o
respectivo beneficiário à multa no valor de R$ 5.000,00 a R$ 25.000,00 ou ao equivalente ao
custo da propaganda, se este for maior (art. 36, § 3º, da Lei nº 9.504/97).
(02) ENTREVISTA COM PRÉ‐CANDIDATOS:
 É PERMITIDO participar de entrevistas, programas, encontros ou debates antes de
06/JUL/14, na rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de propostas de
campanha, desde que não haja pedido de votos, devendo ser observado o tratamento
isonômico pelas emissoras (art. 36‐A, I, da Lei nº 9.504/97).
(03) NÃO SERÁ CONSIDERADA PROPAGANDA ANTECIPADA:
 I – a participação de filiados a partidos políticos ou de pré‐candidatos em entrevistas,
programas, encontros ou debates na rádio, na televisão e na internet, inclusive com a
exposição de plataformas e projetos políticos, desde que não haja pedido de votos, observado
pelas emissoras de rádio e de TV o dever de conferir tratamento isonômico;
 II – a realização de encontros, seminários ou congressos, em ambiente fechado e às
expensas dos partidos políticos, para tratar da organização dos processos eleitorais, planos de
governos ou alianças partidárias visando às eleições;
 III – a realização de prévias partidárias e sua divulgação pelos instrumentos de
comunicação intrapartidária ou
 IV – a divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não se
mencione a possível candidatura ou se faça pedido de votos ou de apoio eleitoral (art. 36‐A,
incisos I a IV, da Lei nº 9.504/97).
(04) PROPAGANDA INTRAPARTIDÁRIA:
 É PERMITIDO, na quinzena anterior à escolha pelo partido, a afixação de faixas e
cartazes em local próximo da convenção, com mensagem aos convencionais, vedado o uso de
rádio, televisão e outdoor (art. 36, § 1º, da Lei nº 9.504/97 e art. 1o, § 1o, da Res. TSE no
23.404/14).
 A realização de convenções destinadas a escolher candidatos dar‐se‐á no período de
10 a 30/06 (art. 8º, caput, da Lei n.º 9.504/97).
A propaganda aqui mencionada deverá ser imediatamente retirada após a respectiva
convenção (art. 1º, § 2º, da Res. TSE nº 23.404/14).
(05) PROPAGANDA ELEITORAL EM GERAL:
 É PERMITIDO a partir de 06/JUL/14 (art. 36, caput e § 2º, da Lei nº 9.504/97).
 A violação desse preceito sujeitará o responsável pela divulgação da propaganda e o
respectivo beneficiário à multa no valor de R$ 5.000,00 a R$ 25.000,00 ou ao equivalente ao
custo da propaganda, se este for maior (art. 36, § 3º, da Lei nº 9.504/97)
.Cartilha da Propaganda Eleitoral
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(06) PROPAGANDA ELEITORAL PAGA NA RÁDIO ou NA TELEVISÃO:
 É PROIBIDO: a propaganda na rádio e na TV somente ocorreram nos horários
gratuitos (art. 36, § 2º, e art. 44, da Lei nº 9.504/97, e art. 1º, § 3º, e art. 33, caput, da Res. TSE n°
23.404/14).
 A violação desse preceito sujeitará o responsável pela divulgação da propaganda e o
respectivo beneficiário à multa no valor de R$ 5.000,00 a R$ 25.000,00 ou ao equivalente ao
custo da propaganda, se este for maior (art. 36, § 3º, da Lei nº 9.504/97).
(07) PROPAGANDA SEM A SIGLA/LEGENDA PARTIDÁRIA:
 É PROIBIDA qualquer que seja a sua forma ou modalidade, deve‐se sempre
mencionar sempre a legenda partidária e só poderá ser feita em língua nacional, não devendo
empregar meios publicitários destinados a criar, artificialmente, na opinião pública, estados
mentais, emocionais ou passionais (art. 242, caput, C. Eleitoral, e arts. 1° e 2°, da Lei nº
10.436/02);
NA ELEIÇÃO MAJORITÁRIA a coligação usará, obrigatoriamente, sob a sua denominação, as
legendas de todos os partidos políticos que a integram;
NA ELEIÇÃO PROPORCIONAL cada partido político usará, sob o nome da coligação, apenas a
sua legenda (art. 6°, § 2°, da Lei n° 9.504/97).
(08) PROPAGANDA ELEITORAL MAJORITÁRIA:
 Deverá constar obrigatoriamente, também, o nome dos candidatos a Vice‐
Governador e a suplentes de Senador, de modo legível e claro, em tamanho não inferior a 10%
do nome do titular (art. 36, § 4º, da Lei nº 9.504/97).
 (09) PARTICIPAÇÃO DE CANDIDATO OU MILITANTE NA PROPAGANDA
ELEITORAL EM ÂMBITO REGIONAL:
É PERMITIDO ao partido político utilizar na propaganda eleitoral de seus candidatos em
âmbito regional, inclusive no horário eleitoral gratuito, a imagem e a voz de candidato ou
militante de partido político que integre a sua coligação em âmbito nacional (art. 45, § 6º, da
Lei n° 9.504197).Cartilha da Propaganda Eleitoral
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(10) PROPAGANDA EM OUTRO IDIOMA:
 É PERMITIDA somente em língua nacional (art. 5°, caput, da Res. TSE n° 23.404/14).
Em língua estrangeira é PROIBIDO como no caso de utilização desta em comícios e reuniões
públicas (art. 242, caput, do Cód. Eleitoral). Se o candidato quiser se dirigir a um público que
utiliza também a língua estrangeira, como a uma colônia italiana ou a um grupo teutônico,
deverá se limitar a fazer pequenas reuniões com esses grupos, onde um assessor ou amigo do
candidato faça a tradução na língua original dessas pessoas.
 Não há proibição a que se faça a propaganda em IDIOMA INDÍGENA, a grupos
falantes de tal idioma. Ao contrário, a língua indígena merece a proteção, conforme o art. 231,
da CF.
(11) PLACAS/FAIXAS NAS SEDES DOS PARTIDOS E SEUS COMITÊS:
 É PERMITIDO fazer inscrever na fachada de suas sedes, dos comitês e demais
unidades, o nome que os designe, da coligação ou do candidato, respeitado o tamanho
máximo de 4 m² (art. 10, caput, I e II, da Res. TSE n° 23.404/14).
(12) USO DE ALTO‐FALANTES ou AMPLIFICADORES DE SOM:
É PERMITIDO, nas seguintes condições:
 a) o alto‐falante fixo deve estar colocado na sede do partido, no comitê e demais
unidades da coligação ou do candidato;
 b) o alto‐falante móvel deve estar instalado em veículo do partido ou do candidato,
transitando pela cidade divulgando jingles ou mensagens de candidatos ou que esteja à sua
disposição (um particular não pode colocar alto‐falante e sair por aí, fazendo propaganda de
seu candidato preferido). É PROIBIDO: o funcionamento de alto‐falantes quando o veículo
estiver estacionado/parado (esse tipo de propaganda é volante), devendo o responsável
desligar o som;
 c) o funcionamento só pode ocorrer entre o início da propaganda eleitoral (06/07)
até a véspera da eleição (04/10 – 1º Turno e 25/10 – 2º Turno), no horário das 08 às 22 horas,
respeitada a legislação comum, inclusive em relação aos limites de volume sonoro (art. 10,
caput, III, da Res. TSE nº 23.404/14);
 d) o uso do alto‐falantes deve respeitar uma distância mínima de 200 metros dos
seguintes órgãos: das sedes do Executivo Federal, dos Estados e das Prefeituras Municipais,
das Câmaras Legislativas Federais, Estaduais e Municipais; dos órgãos judiciais; dos quartéis e
outros estabelecimentos militares; dos hospitais e casas de saúde; das escolas, bibliotecas
públicas, igrejas e teatros, quando em funcionamento (art. 10, § 1º, I, II, III, da Res. TSE nº
23.404/14).Cartilha da Propaganda Eleitoral
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(13) UTILIZAÇÃO DE TRIOS ELÉTRICOS:
 É PROIBIDO o uso de TRIOS ELÉTRICOS durante a campanha eleitoral, exceto para a
sonorização de comícios, no horário compreendido entre as 08 e as 24 horas (art. 39, § 4º e §
10, da Lei nº 9.504/97).
(14) COMÍCIOS e REUNIÕES PÚBLICAS:
 É PERMITIDA a realização de comícios e reuniões públicas entre o início da
propaganda eleitoral 06/07 até o dia 02/10/12 – 1º Turno; e 23/10/12 – 2º Turno (art. 240, §
único, do Código Eleitoral).
 É PERMITIDA a utilização de aparelhagem de sonorização fixa, durante a realização
de reuniões públicas, no horário compreendido entre as 08 e as 24 horas (art. 39, § 4º e § 10,
da Lei nº 9.504/97).
 É PERMITIDO, em recinto aberto ou fechado, como campo de futebol, ginásio de
esportes, centros de convenções, independente de licença da autoridade pública (da
Prefeitura, da Polícia ou da Justiça Eleitoral), devendo apenas comunicar com antecipação
mínima de 24 horas à autoridade policial, a fim de garantir o direito de realizá‐lo no local, antes
de qualquer outro pretendente, bem como visando à adoção de providências necessárias à
garantia da realização do ato, ao funcionamento do tráfego de veículos e dos serviços públicos
que o evento possa afetar (art. 39, § 1º, da Lei nº 9.504/97).
 É PROIBIDO o comício com sorteio de brindes (art. 39, § 5°, III, e § 6°, da Lei n°
9.504/97).
 É PERMITIDO o uso de telão e palco fixo nos comícios, sendo PROIBIDA a
retransmissão de shows artísticos (Res. TSE nº 22.267/06).
 É PERMITIDA a utilização de TRIOS ELÉTRICOS em campanhas eleitorais,
exclusivamente, para a sonorização de comícios (art. 39, § 10, da Lei nº 9.504/97).
 NOTA: Aos Juízes Eleitorais designados pelos Tribunais Regionais Eleitorais, nas
capitais e nos municípios onde houver mais de uma Zona Eleitoral, e aos Juízes Eleitorais, nas
demais localidades, competirá julgar as reclamações sobre a localização dos comícios e tomar
providências sobre a distribuição equitativa dos locais aos partidos políticos e às coligações
(art. 245, § 3º, do Código Eleitoral).Cartilha da Propaganda Eleitoral
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(15) COMERCIALIZAÇÃO DE MATERIAL INSTITUCIONAL / PARTIDÁRIO:
 É PERMITIDA aos partidos e às coligações comercializarem material de divulgação
institucional, desde que não contenha o nome e número de candidato, bem como o cargo em
disputa (art. 10, caput, IV, da Res. TSE nº 23.404/14).
(16) DISTRIBUIÇÃO DE CAMISETAS, CHAVEIROS, BONÉS, CANETAS, CALENDÁRIOS,
BRINDES, CESTAS BÁSICAS e SIMILARES:
 É PROIBIDA a confecção, utilização e sua distribuição por comitê, candidato ou com
sua autorização, ou ainda, quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar
vantagem ao eleitor (Lei nº 9.504/97, art. 39, § 6º; Código Eleitoral, arts. 222 e 237; e Lei
Complementar nº 64/90, art. 22).
 É PROIBIDO ao candidato doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor, com o fim
de obter‐lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou
função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive sob pena de
multa e cassação do registro ou do diploma (art. 41‐A, da Lei nº 9.504/97).
 É PERMITIDA a confecção, a distribuição e a utilização de bandeiras, broches,
dísticos e adesivos (art. 39‐A, da Lei n° 9.504/97).
(17) “SHOWMÍCIOS” ou EVENTOS ASSEMELHADOS:
 É PROIBIDA a realização de “showmício” e de evento assemelhado para promoção
de candidatos e a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar
comício e reunião eleitoral, respondendo o infrator pelo emprego de processo de propaganda
vedada e, se for o caso, pelo abuso do poder (Lei nº 9.504/97, art. 39, § 7º, Código Eleitoral,
arts. 222 e 237, e Lei Complementar nº 64/90, art. 22).
(18) CANDIDATO ARTISTA OU APRESENTADOR :
 É PROIBIDO, a partir do resultado da convenção, às emissoras de rádio e TV
transmitirem programa apresentado ou comentado por candidato, bem como divulguem o
nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção (art. 45, VI e § 1°, da Lei
n° 9.504/97 e art. 28, V e § 1º, da Res. TSE n.º 23.404/14).Cartilha da Propaganda Eleitoral
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 É PERMITIDO ao candidato da classe artística – cantores, atores e apresentadores –
exercer sua profissão durante o período eleitoral, desde que não tenha por finalidade a
animação de comício e que não haja alusão à sua candidatura ou à campanha eleitoral, ainda
que em caráter subliminar, sem prejuízo da proibição acima mencionada (art. 10, § 5°, da Res.
TSE n° 23.404/14).
(19) PROPAGANDA EM POSTES DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA, SINALIZAÇÃO DE TRÁFEGO,
VIADUTOS, PASSARELAS, PONTES, PARADAS DE ÔNIBUS e OUTROS EQUIPAMENTOS
URBANOS:
 É PROIBIDO, em virtude de serem bens públicos, sendo vedada a veiculação de
propaganda eleitoral de qualquer natureza, inclusive a pichação, inscrição à tinta, fixação de
placas, estandartes, faixas e assemelhados, devendo o responsável removê‐la e proceder a
restauração, no prazo de 48 horas, sob pena de multa de R$ 2.000,00 a R$ 8.000,00 (art. 37, §
1°, da Lei n° 9.504/97).
(20) CARTAZES OU INSCRIÇÕES NAS JANELAS OU FACHADAS DE EDIFÍCIOS PÚBLICOS:
 É PROIBIDO por ser um bem público (art. 37, caput, da Lei nº 9.504/97).
(21) VEICULAÇÃO DE PROPAGANDA EM MUROS, CERCAS E TAPUMES DE OBRAS
PÚBLICAS ou PRÉDIOS PÚBLICOS:
 É PROIBIDO, uma vez que são bens públicos (art. 37, § 5°, da Lei nº 9.504/97).
(22) COLAGEM DE CARTAZES EM POSTES DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA:
 É PROIBIDO porque é um bem público (art. 37, caput, da Lei nº 9.504/97).
(23) GRAFITAGEM OU CARTAZES EM PLACAS DE TRÂNSITO:
 É PROIBIDO, uma vez que é um bem público (art. 11, caput, da Res. nº 23.404/14).
(24) PINTURAS EM BARRANCOS DE CORTE DE ESTRADA:
 É PROIBIDO se o barranco estiver dentro da faixa de domínio do Poder Público, por
se tratar de coisa pública (art. 37, caput, da Lei nº 9.504/97 e art. 11, caput, da Res. TSE n°
23.404/14).
 É PERMITIDO, se o barranco se localizar em terras particulares, desde que o
detentor da posse consinta e que não exceda ao tamanho de 4 m² (art. 37, § 2°, da Lei nº
9.504/97).
(25) PROPAGANDA ESCRITA EM LEITO DE RUA OU RODOVIA:
 É PROIBIDO, em virtude do disposto no art. 37, caput, da Lei nº 9.504/97, que diz ser
vedada a pichação e inscrição a tinta em bens pertencentes ao Poder Público.
(26) ADESIVOS EM CARROS PÚBLICOS:
 A PROIBIÇÃO é total (art. 37, caput, da Lei nº 9.504/97).Cartilha da Propaganda Eleitoral
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(27) ADESIVOS EM CARROS PARTICULARES:
 É PERMITIDO o uso de adesivos colocados nos vidros dos veículos particulares,
desde que não impeçam a visibilidade do motorista (adesivos do tipo perfurado), limitados no
máximo à dimensão até 4 m² (art. 67, caput, da Res. TSE n.º 22.261/06 e art. 70, caput, da Res.
TSE n.º 22.718/08).
 É PROIBIDO o uso de adesivos em toda a extensão da lataria (envelopamento) do
veículo, por infração ao Código de Trânsito Brasileiro – CTB, art. 230, VII (alteração das
características originais do automóvel, sem a respectiva autorização do Dtran).
 É PERMITIDA a colocação nos veículos particulares de bandeirolas, flâmulas e
dísticos (art. 69, da Res. TSE nº 22.158/06 c/c a Consulta TSE n° 1.286 – PMDB/SP).
 É PROIBIDO que os veículos, ainda que de propriedade privada, dependam de
concessão ou autorização do poder público, cite‐se: ônibus, táxis, moto‐táxi, alternativos,
carros de aluguel e os de placa vermelha (art. 37, caput, da Lei nº 9.504/97).
(28) PROPAGANDA AFIXADA EM BENS PARTICULARES DE USO COMUM (comércios,
indústrias, cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, feiras, mercados, ginásios, estádios,
escolas particulares, prestadoras de serviço, bancas de revista e assemelhados), QUE
DEPENDEM DE PERMISSÃO (alvará) OU CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO (ônibus,
táxis, moto‐táxi, alternativos, carros de aluguel e placa vermelha), MEDIANTE PLACAS,
FAIXAS, CARTAZES, BANNERS, etc.:
 É PROIBIDO, pelo fato de ser de uso público, sendo vedada a veiculação de
propaganda eleitoral de qualquer natureza, inclusive a pichação, inscrição à tinta, fixação de
placas, estandartes, faixas e assemelhados, devendo o responsável removê‐la e proceder a
restauração, no prazo de 48 horas, sob pena de multa de R$ 2.000,00 a R$ 8.000,00 (art. 37,
caput, § 1°, da Lei n° 9.504/97).
(29) ADESIVOS OU CARTAZES EM TÁXIS, ÔNIBUS, MOTO‐TÁXIS, ALTERNATIVOS,
VEÍCULOS DE ALUGUEL e PLACAS VERMELHAS:
 É PROIBIDO, por serem de uso comum, e dependerem de concessão ou autorização
do poder público (art. 37, caput, da Lei nº 9.504/97).Cartilha da Propaganda Eleitoral
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(30) FAIXAS OU CARTAZES INSTALADOS EM GINÁSIOS, ESTÁDIOS ESPORTIVOS,
CINEMAS, TEATROS, CLUBES, FEIRAS, LOJAS, RESTAURANTES, BARES, MERCADOS,
EXPOSIÇÕES, TERMINAIS DE ÔNIBUS, RODOVIÁRIOS E HIDROVIÁRIOS, IGREJAS,
ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS, AEROPORTOS, CENTROS COMERCIAIS E ASSEMELHADOS,
AINDA QUE DE PROPRIEDADE PRIVADA:
 É PROIBIDO, pois são locais de uso comum. A violação sujeitará o infrator a, no prazo
de 48 horas, remover e restaurar o bem, sob pena de multa no valor de R$ 2.000,00 a R$
8.000,00 (art. 11, caput, §§ 1º e 2º, da Res. TSE nº 23.404/14).
(31) PEQUENOS CARTAZES EM LOJAS, BARES OU RESTAURANES:
 É PROIBIDO, pois são locais de uso público (art. 37, caput, da Lei nº 9.504/97).
(32) CARTAZES PORTÁTEIS LEVADOS POR PESSOAS EM GINÁSIOS, ESTÁDIOS OU
CENTROS DE CONVENÇÕES:
 É PROIBIDO, pois tais lugares se consideram públicos ou de uso público (art. 37,
caput, da Lei nº 9.504/97).
 É PERMITIDO se nesse recinto tiver sido programado um comício ou reunião
política, o que autoriza esse tipo de manifestação em locais abertos ou fechados (art. 39,
caput, da Lei das Eleições).
(33) FAIXAS FIXAS ESTENDIDAS DE FORA A FORA NAS RUAS:
 É PROIBIDO, uma vez que dificulta o bom andamento do tráfego de veículos (art. 11,
§ 4º, da Res. TSE n° 23.404/14).
(34) PLACAS EM ÁRVORES:
 É PROIBIDO se forem árvores públicas (árvores de praças, de ruas ou situadas dentro
da faixa de domínio público junto às rodovias), porque a árvore é um bem público e de uso
comum, mesmo que não lhes cause dano (art. 37, § 5º, da Lei nº 9.504/97).
 É PERMITIDO, se forem árvores em terrenos particulares, pois se houver problema,
será da alçada dos organismos de proteção à fauna e flora (IBAMA, IPAAM, SEDEMA e
SEMMAS).
(35) CARTAZES E VEICULAÇÃO DE PROPAGANDA EM JARDINS LOCALIZADOS EM ÁREAS
PÚBLICAS:
 É PROIBIDO, mesmo que não lhes cause dano, por se tratar de um bem público de
uso comum (art. 11, § 3º, da Res. TSE n° 23.404/14).
(36) CAVALETES, BONECOS, BANDEIRAS e CARTAZES MÓVEIS SEGURADOS POR
PESSOAS NOS SINAIS DE TRÂNSITO, CRUZAMENTOS E EM LOCAIS DE GRANDE
MOVIMENTO:Cartilha da Propaganda Eleitoral
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 É PERMITIDO, desde que móveis e que não dificultem o bom andamento do trânsito
de pessoas e veículos. Havendo embaraço à regular fluidez a Justiça Eleitoral, bem como a
autoridade de trânsito poderão intervir, cessando a irregularidade (art. 11, § 4º, da Res. TSE n°
23.404/14).
 A mobilidade estará caracterizada com a colocação e retirada dos meios de
propaganda entre as 06 e 22 horas (art. 11, § 5º, da Res. TSE n° 23.404/14).
 É PROIBIDA a fixação de propaganda amarrada com arames em placas de sinalização
de trânsito (art. 9º, § 4º, da Res. TSE n° 22.158/06).
(37) VEICULAÇÃO DE PROPAGANDA NAS DEPENDÊNCIAS DO PODER LEGISLATIVO:
 É PERMITIDO, ficando a critério da Mesa Diretora, não podendo esta estender‐se a
fachada e área externa do prédio do legislativo, pois aí se aplica a vedação pertinente aos bens
públicos (art. 37, § 3º, da Lei nº 9.504/97 e art. 11, § 6º, da Res. TSE n° 23.404/14).
 É PROIBIDA a veiculação de propaganda eleitoral pelos canais de televisão por
assinatura sob a responsabilidade das Assembleias Legislativas e das Câmaras Municipais,
realizada por meio do pronunciamento dos parlamentares em seus discursos da tribuna,
exceto a divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos e desde que não se faça
pedido expresso de votos ou de apoio eleitoral.
(38) FAIXAS, CARTAZES, BANNERS, PLACAS E SIMILARES NA FACHADA DE RESIDÊNCIAS
PARTICULARES:
 É PERMITIDA em bens particulares, independe de obtenção de licença municipal e
de autorização da Justiça Eleitoral, a fixação de faixas, placas, cartazes, banners, pinturas ou
inscrições, desde que não excedam a 4 m² e não contrariem a legislação eleitoral, sob pena de
multa no valor de R$ 2.000,00 a R$ 8.000,00 (art. 37, §§ 1º e 2º, da Lei nº 9.504/97).
 É PERMITIDO, pois se trata de residência particular. Pode ocorrer que num prédio de
dois andares, no térreo funcione um comércio (bar e restaurante) e, nos altos a residência do
proprietário e, neste caso, pode ser afixada propaganda eleitoral apenas na parte da
residência, sendo vedada no espaço destinada ao comércio (art. 37, § 2°, da Lei 9.504/97).
 É PROIBIDO qualquer tipo de pagamento em troca do espaço para veiculação desse
tipo de propaganda eleitoral, devendo sua utilização ser em caráter espontâneo e gratuito (art.
12, § 2º, da Res. TSE n° 23.404/14).Cartilha da Propaganda Eleitoral
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(39) FIXAÇÃO DE VÁRIAS PLACAS EM PROPRIEDADE PARTICULAR:
 É PROIBIDA a justaposição de placas cuja dimensão exceda a 4 m², em razão do
efeito visual único (mosaico), ainda que a publicidade, individualmente, tenha respeitado o
limite legal (art. 12, § 1º, da Res. TSE n° 23.404/14).
 É PERMITIDO se respeitada a metragem acima mencionada a veiculação de mais de
uma propaganda em uma mesma área privada, desde que se refiram a candidatos a cargos
eletivos de esferas diferentes, ou seja, uma de Governador, uma de Senador, uma de Deputado
Federal e uma de Deputado Estadual (art. 37, § 2°, da Lei 9.504/97).
(40) PINTURA DE MUROS e COLOCAÇÃO DE PLACAS/CARTAZES:
 a) PROIBIDO se o muro é de uma repartição pública (art. 37, caput, da Lei 9.504/97);
 b) PERMITIDO se a pintura é feita em muro particular cujo detentor da posse deu
permissão (art. 37, § 2°, da Lei 9.504/97);
 c) PROIBIDO em propriedade particular qualquer tipo de pagamento em troca do
espaço para veiculação de propaganda eleitoral, devendo sua utilização ser em caráter
espontâneo e gratuito (art. 12, § 2º, da Res. TSE n° 23.404/14);
 d) PROIBIDO se o detentor da posse não autorizou a prática, ficando a cargo da
Justiça Comum julgar os pedidos de indenização por propaganda eleitoral em bem particular,
sem autorização do proprietário (art. 10. § 2°, da Res. TSE n° 22.158/06);
 e) PROIBIDO se o muro protege prédio particular de uso comum ou cujo uso
dependa de cessão, permissão ou concessão do Poder Público. Enquadram‐se nessa situação
os estabelecimentos comerciais (bares, lojas, supermercados, padarias, e assemelhados)
indústrias e prestadores de serviços e outros que funcionem com alvará da prefeitura, licença
da União ou do Estado, fundações, sede de clubes, escolas particulares, revenda de
automóveis, postos de gasolina, igrejas, cinemas, etc..., e todas, enfim, de uso comum (art. 37,
caput, da Lei nº 9.504/97);Cartilha da Propaganda Eleitoral
15
 f) PERMITIDA a afixação de placas com tamanho limitado no máximo à dimensão até
4 m², desde que autorizadas pelos proprietários dos muros/residências (art. 37, § 2º, da Lei nº
9.504/97 e art. 12, caput, da Res. TSE n° 23.404/14);
 g) PROIBIDA a colocação em bens particulares de placas, cartazes ou outro tipo de
propaganda eleitoral, em tamanho, características ou quantidade (justaposição de placas /
mosaico) que possa configurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico será
apurada e punida nos termos da Lei Complementar nº 64/90.
(41) DISTRIBUIÇÃO DE SANTINHOS (FOLHETOS, VOLANTES e OUTROS IMPRESSOS):
 É PERMITIDO até às 22 horas do dia que antecede a eleição (04/10 – 1º Turno e
25/10 – 2º Turno), observando‐se à legislação comum (art. 39, § 9º, da Lei nº 9.504/97).
 É PERMITIDO, independentemente da obtenção de licença municipal e de
autorização da Justiça Eleitoral, devendo ser editados sob a responsabilidade do partido
político, da coligação ou do candidato (art. 38, da Lei nº 9.504/97), sendo‐lhes facultada,
inclusive, a impressão em braile dos mesmos conteúdos, quando assim demandados
(Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, arts. 9, 21 e 29).
 Todo o material impresso deverá conter o CNPJ ou CPF do responsável pela
confecção, bem como de quem o contratou, e a respectiva tiragem, respondendo o infrator
pelo emprego de processo de propaganda vedada e, se for o caso, pelo abuso do poder (Lei nº
9.504/97, art. 38, § 1º; C. Eleitoral, arts. 222 e 237; e LC nº 64/90, art. 22).
(42) CAMINHADAS, CARREATAS E PASSEATAS:
 É PERMITIDO até às 22 horas do dia que antecede a eleição (04/10 – 1º Turno e
25/10 – 2º Turno), observando‐se a legislação comum (art. 39, § 9º, da Lei nº 9.504/97).
(43) PROPAGANDA JOGADA EM VIA PÚBLICA:
 É PROIBIDA a propaganda eleitoral que prejudique a higiene e a estética urbana
municipal (Código Eleitoral, arts. 222, 237 e 243; I a IX, Lei n° 5.700/71 e Lei Complementar n°
64/90, art. 22).Cartilha da Propaganda Eleitoral
16
(44) TIPOS DE PROPAGANDA ELEITORAL VEDADAS:
 I – de guerra, de processos violentos para subverter o regime, a ordem política e
social ou de preconceitos de raça ou de classes;
 II – que provoque animosidade entre as Forças Armadas ou contra elas, ou delas
contra as classes e as instituições civis;
 III – de incitamento de atentado contra pessoa ou bens;
 IV – de instigação à desobediência coletiva ao cumprimento da lei de ordem pública;
 V – que implique oferecimento, promessa ou solicitação de dinheiro, dádiva, rifa,
sorteio ou vantagem de qualquer natureza;
 VI – que perturbe o sossego público, com algazarra ou abuso de instrumentos
sonoros ou sinais acústicos;
 VII – por meio de impressos ou de objeto que pessoa inexperiente ou rústica possa
confundir com moeda;
 VIII – que prejudique a higiene e a estética urbana;
 IX – que calunie, difame ou injurie qualquer pessoa, bem como atinja órgãos ou
entidades que exerçam autoridade pública;
 X – que desrespeite os símbolos nacionais. (Código Eleitoral, arts. 222, 237 e 243, I a
IX, Lei nº 5.700/71 e Lei Complementar nº 64/90, art. 22).
(45) PROPAGANDA DE CANDIDATO COM REGISTRO SUB JUDICE:
 É PERMITIDO, podendo efetuar todos os atos de sua campanha eleitoral, inclusive
utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão (art. 16‐A, da Lei 9.504/97).
(46) PROPAGANDA MEDIANTE OUTDOOR:
 É PROIBIDA a propaganda eleitoral mediante outdoor, independentemente de sua
destinação ou exploração comercial, sujeitando o infrator à imediata retirada da propaganda
irregular e ao pagamento de multa no valor de R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50 (art. 39, § 8°, da Lei
9.504/97).
 Vale esclarecer que, se entende por OUTDOOR, aqueles engenhos publicitários
explorados comercialmente por empresas de publicidade, com licença da prefeitura local.
 Se enquadram também nessa condição as placas de propaganda eleitoral, embora
do tamanho destes, colocadas em áreas particulares, apenas no período de propaganda
eleitoral (com permissão do proprietário). Portanto, as empresas de publicidade não poderão
vender, em nenhuma hipótese, esses espaços para a propaganda eleitoral.Cartilha da Propaganda Eleitoral
17
 As placas que excedam a 4m² ou que se assemelhem a outdoor e não sejam
comercializadas sujeitam‐se à multa de R$ 2.000,00 a R$ 8.000,00 (art. 37, caput, § 1°, da Lei n°
9.504/97).
 A colocação em bens particulares de placas, cartazes ou outro tipo de propaganda
eleitoral, em tamanho, características ou quantidade que possa configurar uso indevido,
desvio ou abuso do poder econômico será apurada e punida nos termos da Lei Complementar
nº 64/90.
(47) PROPAGANDA ELEITORAL POR MEIO DA INTERNET:
 É PERMITIDA durante todo o período destinado à propaganda eleitoral nas
seguintes formas:
 I – em sítio do candidato, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e
hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no país;
 II – em sítio do partido ou da coligação, com endereço eletrônico comunicado à
Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet
estabelecido no país;
 III – por meio de mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente
pelo candidato, partido ou coligação;
 IV – por meio de blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e
assemelhados, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos ou coligações
ou de iniciativa de qualquer pessoa natural (Lei nº 9.504/97, art. 57‐B, incisos I a IV).
 É PROIBIDO, na internet, qualquer tipo de propaganda eleitoral paga (art. 57‐C,
caput, da Lei nº 9.504/97).
 É PROIBIDA, ainda que gratuitamente, a veiculação de propaganda eleitoral na
internet, nos seguintes sítios:
 I – de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos;
 II – oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da Administração Pública direta
ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (art. 57‐C, § 1º, I e II, da
Lei nº 9.504/97).Cartilha da Propaganda Eleitoral
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 É PROIBIDO o anonimato durante a campanha eleitoral, por meio da rede mundial
de computadores – internet (art. 57‐D, caput, da Lei nº 9.504/97).
 É PROIBIDO realizar propaganda na internet, atribuindo indevidamente sua autoria
a terceiro, inclusive a candidato, partido ou coligação, sujeitando o responsável pela
divulgação da propaganda e, quando comprovado seu prévio conhecimento, o beneficiário à
multa no valor de R$ 5.000,00 a R$ 30.000,00 (art. 57 – H, e E, § 2º, da Lei nº 9.504/97).
 É PROIBIDA a venda de cadastro de endereços eletrônicos (art. 57‐E, § 1º, da Lei nº
9.504/97).
 As mensagens eletrônicas enviadas por candidato, partido ou coligação, por
qualquer meio, deverão dispor de mecanismo que permita seu descadastramento pelo
destinatário, sendo obrigado ao remetente providenciá‐lo no prazo de 48 horas, sob pena de
multa de R$ 100,00, por mensagem ( (art. 57‐G, caput, parágrafo único, da Lei nº 9.504/97).
(48) PROPAGANDA POR TORPEDOS (SMS):
 É PERMITIDO desde que não seja custeada por entes públicos. As mensagens
eletrônicas enviadas por candidato, partido ou coligação, deverão dispor de mecanismo que
permita seu descadastramento pelo destinatário, obrigado o remetente a providenciá‐lo no
prazo de 48 horas, sob pena de multa no valor de R$ 100,00 (cem reais), por mensagem (art.
57‐G, caput, parágrafo único, da Lei nº 9.504/97).
(49) PROPAGANDA POR TELEFONE (TELEMARKETING):
 É PROIBIDA a realização de propaganda via telemarketing, em qualquer horário
(Constituição Federal, art. 50, X e Xl, e Código Eleitoral, art. 243, VI).Cartilha da Propaganda Eleitoral
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(50) PROPAGANDA PAGA NA IMPRENSA ESCRITA (JORNAIS, REVISTAS OU TABLOIDES):
 É PERMITIDA até a antevéspera das eleições (03/10 ‐ 1° Turno e 24/10 ‐ 2° Turno).
 É PERMITIDA a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na internet do
jornal impresso, de até 10 anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas,
para cada candidato, no espaço máximo, por edição, de 1/8 (um oitavo) de página de jornal
padrão e de 1/4 (um quarto) de página de revista ou tabloide, devendo no anúncio constar, de
forma visível, o valor pago pela inserção (art. 43, caput, § 1º, da Lei nº 9.504/97).
 É PEMITIDA a divulgação de opinião favorável a candidato, a partido político ou a
coligação pela imprensa escrita, desde que não seja matéria paga, os abusos e os excessos,
assim como as demais formas de uso indevido do meio de comunicação serão apurados e
punidos nos termos do art. 22 da Lei Complementar nº 64/90, sujeitando, ainda, os
responsáveis pelos veículos de divulgação e os partidos, coligações ou candidatos beneficiados
à multa no valor de R$ 1.000,00 a R$ 10.000,00 ou equivalente ao da divulgação da propaganda
paga, se este for maior (art. 43, § 2º, da Lei nº 9.504/97).
(51) PROGRAMAÇÃO NORMAL DO RÁDIO E DA TV:
 É PROIBIDA a partir de 1º/JUL/14, às emissoras de rádio e televisão, em sua
programação normal e noticiário (art. 45, I a VI, da Lei nº 9.504/97):
 I – transmitir, ainda que sob a forma de entrevista jornalística, imagens de realização
de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja
possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados;
 II – veicular propaganda política;
 III – dar tratamento privilegiado a candidato, partido político ou coligação;
 IV – veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa
com alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente, exceto
programas jornalísticos ou debates políticos;
 V – divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção,
ainda quando preexistente, inclusive se coincidente com o nome do candidato ou o nome por
ele indicado para uso na urna eletrônica e, sendo o nome do programa o mesmo que o do
candidato, fica proibida a sua divulgação.Cartilha da Propaganda Eleitoral
20
 É PROIBIDO, ainda, a partir do resultado da convenção, às emissoras transmitir
programa apresentado ou comentado por candidato escolhido em convenção, sujeitando a
emissora ao pagamento de multa no valor de R$ 21.282,00 a R$ 106.410,00, duplicada em caso
de reincidência (art. 45, §§ 1º e 2º, da Lei nº 9.504/97).
(52) REALIZAÇÃO DE DEBATES:
 É PERMITIDA a realização de debates sobre as eleições majoritária ou proporcional,
transmitidos por emissora de rádio ou televisão, segundo as regras estabelecidas em acordo
celebrado entre os partidos políticos e a pessoa jurídica interessada na realização do evento,
dando‐se ciência à Justiça Eleitoral (art. 46, § 4º, da Lei nº 9.504/97).
 No caso de eleição majoritária: as regras para os debates que se realizarem no
primeiro turno, serão consideradas aprovadas as que tiverem a concordância de pelo menos
2/3 (dois terços) dos candidatos aptos; e, no caso de eleição proporcional: de pelo menos 2/3
(dois terços) dos partidos ou coligações com candidatos aptos (art. 46, § 5º, da Lei nº
9.504/97).
 Inexistindo acordo é assegurada a participação de candidatos dos partidos políticos
com representação na Câmara dos Deputados, facultada a dos demais.
 Em qualquer hipótese, deverá ser observado o seguinte:
 I – é admitida a realização de debate sem a presença de candidato de algum partido
político ou de coligação, desde que o veículo de comunicação responsável comprove tê‐lo
convidado com a antecedência mínima de 72 horas da realização do debate (art. 46, § 1º, da Lei
nº 9.504/97);
 II – é vedada a presença de um mesmo candidato à eleição proporcional em mais de
um debate da mesma emissora (art. 46, § 2º, da Lei nº 9.504/97);
 III – o horário destinado à realização de debate poderá ser destinado à entrevista de
candidato, caso apenas este tenha comparecido ao evento (Acórdão nº 19.433, de 25.6.2002);
 IV – no primeiro turno, o debate poderá se estender até às 7 horas do dia 3 de
outubro de 2014 e, no caso de segundo turno, não poderá ultrapassar o horário de meia‐noite
do dia 24 de outubro de 2014 (Resolução nº 23.390/2013). Cartilha da Propaganda Eleitoral
21
(53) HORÁRIO ELEITORAL GRATUITO NA RÁDIO E TV – EM REDE:
 A propaganda eleitoral na rádio e na televisão se restringirá ao horário gratuito,
sendo veiculada no período de 19/08 a 02/10 – 1º Turno e, a partir de 48 horas da proclamação
até 24/10/12 ‐ 2º Turno (art. 47, caput, e art. 49, caput, da Lei nº 9.504/97).
 A propaganda, na televisão, deverá conter obrigatoriamente a Linguagem Brasileira
de Sinais (LIBRAS) ou o recurso de legenda (art. 44, § 1º, da Lei nº 9.504/97).
Dias de divulgação durante a semana:
a) Governador / D. Estadual / Senador (art. 47, § 1º, III, IV e V, da Lei n.º 9.504/97):
 Às Segundas, Quartas e Sextas‐feiras.
b) Presidente / Deputado Federal (art. 47, § 1º, I e II, da Lei n.º 9.504/97):
 Às Terças, Quintas‐feiras e Sábados.
Distribuição dos horários:
1. GOVERNADOR:
 RÁDIO: 06:00 às 06:20 e das 11:00 às 11:20
 TV: 12:00 às 12:20 e das 19:30 às 20:50
2. DEPUTADO ESTADUAL:
 RÁDIO: 06:20 às 06:40 e das 11:20 às 11:40
 TV: 12:20 às 12:40 e das 19:50 às 20:10
3. SENADOR:
 RÁDIO: 06:40 às 06:50 e das 11:40 às 11:50
 TV: 12:40 às 12:50 e das 20:10 às 20:20
´4. PRESIDENTE:
 RÁDIO: 06:00 às 06:25 e das 11:00 às 11:25
 TV: 12:00 às 12:25 e das 19:30 às 19:55
´5. DEPUTADO FEDERAL:
 RÁDIO: 06:25 às 06:50 e das 11:25 às 11:50
 TV: 12:25 às 12:50 e das 19:55 às 20:20Cartilha da Propaganda Eleitoral
22
Blocos de audiência da propaganda em rede ‐ AMAZONAS:
 RÁDIO: 06:00 às 06:50 e das 11:00 às 11:50
 TV: 12:00 às 12:50 e das 19:30 às 20:20
 No 2º turno, a divulgação da propaganda eleitoral gratuita será dividida em dois
períodos diários de 20 minutos, inclusive aos domingos, iniciando‐se às 6h e às 11h, no rádio, e
às 12h e às 19h30, na televisão (art. 49, caput, da Lei nº 9.504/97).
 É PROIBIDO, no horário reservado para a propaganda eleitoral, a utilização
comercial ou propaganda realizada com a intenção, ainda que disfarçada ou subliminar, de
promover marca ou produto (art. 44, § 2º, da Lei nº 9.504/97).
 É PROIBIDA à emissora, que não seja autorizada a funcionar pelo poder competente,
a veiculação da propaganda eleitoral (art. 44, § 3º, da Lei nº 9.504/97).
 É PERMITIDA a transmissão da propaganda eleitoral pelas emissoras de rádio,
inclusive as rádios comunitárias, as emissoras de televisão que operam em VHF e UHF e os
canais de televisão por assinatura sob a responsabilidade das Assembleias Legislativas e das
Câmaras Municipais (art. 81, da Res. TSE n° 23.404/14).
 SÃO PROIBIDOS cortes instantâneos ou qualquer tipo de censura prévia nos
programas eleitorais gratuitos (art. 53, caput, da Lei nº 9.504/97).
 É PROIBIDO aos partidos políticos e às coligações incluir no horário destinado aos
candidatos às eleições proporcionais propaganda das candidaturas a eleições majoritárias, ou
vice‐versa, ressalvada a utilização, durante a exibição do programa, de legendas com
referência aos candidatos majoritários, ou, ao fundo, de cartazes ou fotografias desses
candidatos (art. 53‐A, caput, da Lei nº 9.504/97).
 É PERMITIDA a inclusão de depoimento de candidatos a eleições proporcionais no
horário da propaganda das candidaturas majoritárias e vice‐versa, registrados sob o mesmo
partido ou coligação, desde que o depoimento consista exclusivamente em pedido de voto ao
candidato que cedeu o tempo (art. 53‐A, § 1º, da Lei nº 9.504/97).
 É PROIBIDA a utilização da propaganda de candidaturas proporcionais como
propaganda de candidaturas majoritárias e vice‐versa (art. 53‐A, § 2º, da Lei nº 9.504/97).
 É PERMITIDO, nos programas de rádio e televisão destinados à propaganda eleitoral
gratuita de cada partido político ou coligação a participação, em apoio aos candidatos,
qualquer cidadão não filiado a outro partido político ou a partido político integrante de outra
coligação, sendo vedada a participação de qualquer pessoa mediante remuneração (art. 54,
caput, da Lei nº 9.504/97).
 É PROIBIDO, no segundo turno das eleições, nos programas de rádio e TV, a
participação de filiados a partidos políticos que tenham formalizado apoio a outros candidatos
(art. 54, parágrafo único, da Lei nº 9.504/97).
(54) DA DISTRIBUIÇÃO DAS INSERÇÕES:
 É PERMITIDO, nos mesmos períodos destinados à propaganda eleitoral gratuita em
rede, às emissoras de rádio, inclusive as rádios comunitárias, as emissoras de televisão queCartilha da Propaganda Eleitoral
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operam em VHF e UHF e os canais de televisão por assinatura sob a responsabilidade das
Câmaras Municipais, a transmissão de 30 minutos diários, inclusive aos domingos, para a
propaganda eleitoral gratuita, a serem usados em inserções de até 60 segundos, a critério do
respectivo partido político ou coligação, assinadas obrigatoriamente pelo partido político ou
coligação, e distribuídas da seguinte forma:
 I – o tempo será dividido em partes iguais ‐ 6 minutos para cada cargo ‐ para a
utilização nas campanhas dos candidatos às eleições majoritárias e proporcionais, bem como
de suas legendas partidárias ou das que componham a coligação, quando for o caso;
 II – a distribuição levará em conta os blocos de audiência entre as 8 e as 12 horas; as
12 e as 18 horas; as 18 e as 21 horas; as 21 e as 24 horas, de modo que o número de inserções
seja dividido igualmente entre eles;
 III – na veiculação das inserções, são vedadas a utilização de gravações externas,
montagens ou trucagens, computação gráfica, desenhos animados e efeitos especiais e a
veiculação de mensagens que possam degradar ou ridicularizar candidato, partido político ou
coligação.
 As inserções no rádio e na televisão serão calculadas à base de 30 segundos e
poderão ser divididas em módulos de 15 segundos, ou agrupadas em módulos de 60
segundos.
(55) PARTICIPAÇÃO DE ARTISTAS/CIDADÃOS EM GERAL NO HORÁRIO GRATUITO
(TV/RÁDIO) E NA CAMPANHA ELEITORAL:
 É PERMITIDA, ressalvada a proibição da participação destes, sendo remunerada ou
não, com a finalidade de animar comício ou reunião pública (art. 39, § 7°, c/c o art. 54, caput, da
Lei n° 9.504/97).
 É PERMITIDO no horário eleitoral gratuito a participação, em apoio aos candidatos,
de qualquer cidadão não filiado a outro partido político que integre outra coligação adversária,
sendo vedada a sua remuneração (art. 54, caput, da Lei n° 9.504/97).
 É PROIBIDA, em havendo 2° Turno das eleições, no horário eleitoral gratuito, a
participação de filiados a partidos políticos que tenham formalizado apoio a outros candidatos
no 1° Turno (art. 54, § único, da Lei n° 9.504/97).
(56) INAUGURAÇÕES DE OBRAS PÚBLICAS:Cartilha da Propaganda Eleitoral
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 É PROIBIDO, a partir de 05/07, a qualquer candidato, comparecer em inaugurações
de obras públicas, sujeitando o infrator à cassação do registro ou do diploma (art. 77, caput,
parágrafo único, da Lei n.º 9.504/97).
 É PROIBIDA, a partir de 05/07, na realização de inaugurações, a contratação de
shows artísticos pagos com recursos públicos, sem prejuízo da suspensão imediata da
conduta, o candidato beneficiado, agente público ou não, ficará sujeito à cassação do registro
ou do diploma (art. 75, parágrafo único, da Lei n.º 9.504/97).
(57) MARCAS/SÍMBOLOS DE GOVERNO:
 É PROIBIDO o uso na propaganda eleitoral de símbolos, frases, ou imagens
associadas ou semelhantes às empregadas por órgão de governo, empresa pública ou
sociedade de economia mista (art. 40, caput, da Lei nº 9.504/97).
 É PROIBIDO na publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos
órgãos públicos constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de
autoridades ou servidores públicos (art. 37, § 1º, da Constituição Federal).
 É PERMITIDO o uso na propaganda eleitoral dos símbolos oficiais nacionais,
estaduais e municipais (bandeira, hino, cores), sendo punível a sua utilização indevida nos
termos da legislação de regência (Res. TSE n.º 22.268/06).
(58) PODER DE POLÍCIA:
 É PERMITIDO o poder de polícia sobre a propaganda eleitoral, o qual será exercido
pelos Juízes Eleitorais e pelos Juízes designados pelos Tribunais Regionais Eleitorais (art. 41, §
1º, da Lei nº 9.504/97).
 O poder de polícia se restringe às providências necessárias para inibir práticas ilegais,
vedada a censura prévia sobre o teor dos programas e matérias jornalísticas a serem exibidos
na televisão, no rádio, na internet e na imprensa escrita. No caso de condutas sujeitas a
penalidades, o Juiz Eleitoral delas cientificará o Ministério Público (Lei n° 9.504/97, art. 41, §
1º).
(59) PREJUDICAR PROPAGANDA ELEITORAL REGULAR:
 É PROIBIDO impedir, inutilizar, alterar ou perturbar a propaganda eleitoral regular,
bem como os meios lícitos nela empregados (Código Eleitoral, art. 248).
(60) SIMULADOR DE URNA ELETRÔNICA:Cartilha da Propaganda Eleitoral
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 É PROIBIDA a utilização de artefato que se assemelhe a urna eletrônica como veículo
de propaganda eleitoral (art. 80, da Res. TSE nº 23.404/14).
(61) ELEITOR COM PROPAGANDA DE CANDIDATO:
 É PERMITIDO, inclusive no dia da eleição, por meio da manifestação individual e
silenciosa da sua preferência, em favor de partido político, coligação ou candidato, revelada
exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos (art. 39‐A, caput, da Lei n.º
9.504/97).
 É PROIBIDO no dia do pleito a aglomeração de pessoas portando vestuário
padronizado e instrumentos de propaganda, em qualquer local público ou aberto, de modo a
caracterizar a manifestação coletiva, com ou sem a utilização de veículos (art. 39‐A, § 1º, da Lei
n.º 9.504/97).
(62) SERVIDORES DA JUSTIÇA ELEITORAL, MESÁRIOS E ESCRUTINADORES USANDO
PROPAGANDA DE CANDIDATO:
 É PROIBIDO, no recinto das seções eleitorais e juntas apuradoras, o uso de vestuário
ou objeto que contenha qualquer propaganda eleitoral (art. 39‐A, § 2º, da Lei n.º 9.504/97).
(63) VESTUÁRIO DE FISCAL DE PARTIDO:
 É PROIBIDO, nos trabalhos de votação, o uso de vestuário padronizado.
 É PERMITIDO tão somente o uso de crachás com o nome e a sigla do partido político
ou coligação que represente (art. 39‐A, § 3º, da Lei n.º 9.504/97).
(64) Em termos de PROPAGANDA ELEITORAL, O QUE É PERMITIDO ATÉ A VÉSPERA DAS
ELEIÇÕES – 04/10/14 (1º Turno) e 25/10/14 (2º Turno)?
É PERMITIDO aos candidatos, partidos, coligações, cabos eleitorais e simpatizantes de
candidaturas, fazer: distribuição de material gráfico (santinhos), caminhadas, carreatas,
passeatas e utilizar carro de som que transite pela cidade divulgando jingles ou mensagens de
candidatos, desde que os microfones não sejam usados para transformar o ato em comício
(art. 39, § 9º, da Lei nº 9.504/97).
(65) Em termos de PROPAGANDA ELEITORAL, O QUE É PROIBIDO NO DIA DAS ELEIÇÕES –
05/10/14 (1º Turno) e 26/10/14 (2º Turno) ?
 É PROIBIDO aos candidatos, partidos, coligações, cabos eleitorais e simpatizantes de
candidaturas:
 a) fazer reuniões públicas; b) realizar comícios; c) usar emissora de rádio; d) usar
emissora de televisão; e) usar a imprensa escrita; f) fornecer gratuitamente alimentos; g)
distribuir volantes e santinhos; h) conversar com candidatos ou cabos eleitorais com cada
eleitor para aliciá‐lo; i) usar veículos com propaganda exagerada (é permitido em veículos
particulares o uso de adesivos, dísticos e bandeiras); j) usar cartazes, camisetas e bonés
contendo propaganda eleitoral; k) oferecer transporte aos eleitores; l) fazer funcionar postos
de distribuição ou de entrega de material de propaganda (publicações); m) coagir eleitores; n)
fazer manifestações públicas nas ruas, praças;o) utilizar alto‐falantes; p) fazer carreatas,
passeatas e caminhadas; q) criar aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado,Cartilha da Propaganda Eleitoral
26
bem como instrumentos de propaganda eleitoral; r) usar internet, blogs, redes sociais e o
envio de torpedos; s) portar o eleitor, no recinto da cabina de votação, aparelho de telefonia
celular, máquinas fotográficas, filmadoras, equipamento de radiocomunicação ou qualquer
instrumento que possa comprometer o sigilo do voto, devendo ficar retidos enquanto o eleitor
estiver votando.
(66) CRIMES NO DIA DAS ELEIÇÕES – 05/10/14 (1º Turno) e 26/10/14 (2º Turno):
 I – o uso de alto‐falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou
carreata;
 II – a arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca de urna;
 III – a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus
candidatos (art. 39, § 5º, I a III, da Lei nº 9.504/97).
(67) PESQUISAS DE BOCA DE URNA:
 É PERMITIDO a divulgação das pesquisas realizadas no dia da eleição relativas às
eleições presidenciais após às 18 horas do horário de Brasília.
É PERMITIDO a divulgação das pesquisas realizadas no dia da eleição, referentes aos demais
cargos, a partir das 17 horas do horário local.
(68) RETIRADA DA PROPAGANDA ELEITORAL:
 Os candidatos, os partidos políticos e as coligações ficarão encarregados de remover
toda a propaganda eleitoral em geral que os representem, devendo proceder a restauração do
bem ao seu estado original, quando o for o caso, no prazo de até 30 dias após o pleito, ou seja, o
dia 04/11/2014 (1º turno) e o dia 25/11/2014 (2º turno), sujeitando os responsáveis às penas
previstas na legislação comum aplicável (art. 88, caput e parágrafo único, da Res. TSE n.º
23.404/14).Cartilha da Propaganda Eleitoral
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OBS.(1): O presente trabalho não esgota todas as situações do que é permitido e do que é
proibido em matéria de propaganda eleitoral, nem tão pouco configura pré‐julgamento.
Outras situações poderão ocorrer e que aqui não foram catalogadas.
OBS.(2): A presente cartilha foi idealizada e criada durante às Eleições Gerais de 2002, pelo
Exmo. Sr. Des. YÊDO SIMÕES DE OLIVEIRA, do Egrégio TJ/AM (à época Juiz Coordenador da
Propaganda Eleitoral) e, a partir de então, vem sendo reeditada e atualizada durante todos os
demais Pleitos, graças a sua enorme procura e sucesso junto aos envolvidos na Propaganda
Eleitoral.
ATUALIZAÇÃO: Dr. Henrique Veiga Lima, Juiz Eleitoral da 58ª ZE / Manaus; Ruy Melo de
Oliveira, Analista Judiciário ‐ TRE/AM e Fued Cavalcante Semen Filho, Analista Judiciário ‐
TRE/AM / Coordenadores da Propaganda Eleitoral TRE/AM – Eleições Gerais 2014.
DIAGRAMAÇÃO E CAPA: ASCOM/TRE‐AM.
FINALMENTE, CAROS COLEGAS, LEMBREMO‐NOS: O DIA DA ELEIÇÃO É

Aviso da Comissão de Registro de Candidaturas

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Registro de Candidatura

Aviso da Comissão de Registro de Candidaturas

A Comissão de Registro de Candidaturas divulga ao público em geral OS PRAZOS ESPECÍFICOS PARA O REGISTRO DE CANDIDATURAS NAS ELEIÇÕES 2014, conforme RESOLUÇÃO TSE N. 23.405/2014.
PEDIDO DE REGISTRO DE CANDIDATURA FORMULADO PELO PARTIDO OU COLIGAÇÃO PARA OS SEUS CANDIDATOS ÀS ELEIÇÕES 2014
Art. 20. Os partidos políticos e as coligações solicitarão aos Tribunais Eleitorais o registro de seus candidatos até as 19 horas do dia 5 de julho de 2014 (Lei nº 9.504/97, art. 11, caput).
Art. 21. Os candidatos a Presidente e Vice-Presidente da República serão registrados no Tribunal Superior Eleitoral; os candidatos a Governador e Vice-Governador, Senador e respectivos suplentes, e a Deputado Federal, Estadual ou Distrital serão registrados nos Tribunais Regionais Eleitorais (Código Eleitoral, art. 89, I e II).
§ 1º O registro de candidatos a Presidente e Vice-Presidente e a Governador e Vice-Governador se fará sempre em chapa única e indivisível, ainda que resulte na indicação de coligação (Código Eleitoral, art. 91, caput).

PEDIDO DE REGISTRO INDIVIDUAL
Art. 23. Na hipótese de o partido político ou a coligação não requerer o registro de seus candidatos, estes poderão fazê-lo no prazo máximo de 48 horas seguintes à publicação da lista dos candidatos pelo Tribunal Eleitoral competente para receber e processar os pedidos de registro, apresentando o formulário Requerimento de Registro de Candidatura Individual (RRCI), na forma prevista no artigo anterior, com as informações e documentos previstos nos arts. 26 e 27 desta resolução (Lei n° 9.504/97, art. 11, § 4º).
fonte:http://www.tre-am.jus.br/

Resumo Semanal - Político no amazonas

  1. Agora é oficial. A deputada federal Rebecca Garcia (PP), desistiu da candidatura ao governo e aceitou ser vice na chapa do pré-candidato ao governo do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB). O anúncio foi feita quinta-feira, dia 26, na sede do Partido, no Parque 10 de Novembro. Rebecca disse ter levado em consideração o teor do programa de governo da coligação e onde, segundo afirmou, poderá por em prática projetos que ela tem.


    Omar tem candidatura ameaçada

    O ex-governador Omar Aziz (PSD), deve ter ficado surpreso e preocupado com o anúncio do nome do deputado federal Francisco Praciano ao senado federal. Até então, ninguém ameaçava a eleição de Omar, mas agora, com a força do PT no Amazonas, Praciano é um risco iminente às pretensões do ex-governador. O anúncio da pré-candidatura foi feito na última quinta-feira e agradou a presidente Dilma Rousseff.


    Bisneto desesperado

    Quem ficou em situação delicada na confusão da chapa encabeçada pelo Pros, do governador José Melo, foi o filho do prefeito Arthur Neto, o deputado estadual Arthur Bisneto (PSDB). É que ele terá que enfrentar nomes de peso e ‘raposas’ velhas na política no Amazonas. Silas Câmara, Átila Lins, Pauderney,  Carlos Souza, o ex-ministro Alfredo Nascimento e Plínio Valério. Com pouca experiência, Bisneto já pensa em outra estratégia para não correr ricos de não se eleger e ainda prejudicar a reputação do pai.

    Sobrou para Arthur Neto

    Com a entrada do PSD e do Pros à base aliada de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, o prefeito de Manaus, Arthur Neto, que antecipou o apoio ao governador José Melo, ficou em situação delicada em relação aos apoios que ajudem o filho chegar à Câmara Federal. Arthur terá que trabalhar por Aécio Neves, pré-candidato à presidência pelo PSDB. Por outro lado, ficaria e situação constrangedora se subir no palanque de Melo ou do ex-governador Omar Aziz (PSD), ambos ligados nacionalmente à presidente Dilma. E agora Arthur?

    Operação de guerra


    As coisas estão tão complicadas para o PSDB, que uma operação de guerra está sendo montada para impedir que o vereador Plínio Valério sai candidato à Câmara Federal. Plínio disse à coluna que está pré-candidato mais que nunca e que tem boas chances. O vereador que assumiu por oito meses o mandato em Brasília, teve ótimo desempenho e tem um eleitorado fiel, diferente do filho do prefeito Arthur Neto.



    Banho de água fria no governador


    O acidente no Proama que deixou mais de 300 mil pessoas sem água nas zonas Leste e Norte de Manaus, após uma balsa derrubar as torres de sustentação da captação de água, jogou um banho de água fria na complicada campanha de reeleição do governador José Melo. Ontem, o governador convocou uma coletiva, anunciou uma investigação rigorosa, mas não convenção à população que está revoltada e que ver o governador longe daquela área da cidade. 
  2. Se a deputada federal Rebecca Garcia (PP) que mantém a dianteira nas estatísticas de intenções de votos, segundo as últimas pesquisas aceitar o convite e sair vice na chapa do senador Eduardo Braga (PMDB) e o deputado federal Francisco Praciano (PT) tomar disputar a vaga ao Senado, reduzirá ainda mais as chances do governador José Melo se reeleger e ainda atingirá perigosamente outros dois pré-candidatos, o ex-governador Omar Aziz (PSD) na caminhada o senado e o senador Alfredo Nascimento (PR), que pode ficar sem mandato. Rebecca, com a popularidade em alta e boa de votos, junto com Praciano (PT), que goza de grande prestígio no interior e tem o perfil ideal para a função, afundariam de vez o barco que já faz água do governador e do ex-governador.

    Uma mulher no poder no Amazonas

    O nome de Rebecca Garcia vinha sendo cogitado ao posto de vice, desde o ano passado, embora ela tenha lançado o nome para disputar o governo do Amazonas. O PP, liderado pelo ex-deputado Francisco Garcia, pai da deputada, é de extrema importância para alavancar o nome de Rebecca no futuro. Inteligente, considerada a mulher mais bonita da Câmara Federal, Rebecca consolida e vez e se iguala ao pai que foi deputado federal e vice-governador do Amazonas.

    Anuncio deverá ocorrer nesta quinta

    O anúncio de ambos é esperado para esta quinta-feira, dia 26 e deve ser a barragem de contensão do anunciado ‘tsunami’ anunciado pelos marqueteiros do governador Melo. O governador já vinha sofrendo com a estagnação dos índices de intenções de votos e amarga um quarto lugar, perdendo inclusive para Hissa Abrahão.

    Dia 30 é data limite

    O próximo dia 30 é a data limite para as convenções partidárias, quando serão definidos todos os candidatos proporcionais e majoritários. Dos onze pré-candidatos que anunciaram candidatura própria há três meses, pelo menos cinco devem desistir e apoiar outros nomes que polarizaram as eleições no Amazonas. Muita gente está aguardando o dia 6 de julho, com ansiedade para o início da propaganda eleitoral, quando a população terá uma base para a escolha dos seus candidatos preferidos.


r.

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