sexta-feira, 23 de outubro de 2015

sábado, 3 de outubro de 2015

Comunidade Novo Remanso terá porto para atender Polo Industrial de Manaus
Ipaam aguarda projeto de um porto que será construído entre Manaus e Itacoatiara, mas pertencente ao território itacoatiarense

DE PRISCILA CALDAS




MANAUS - O Ipaam aguarda a entrega do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) da empresa Terminal Portuário Novo Remanso S/A., destinado à construção de um porto de mais de 1,6 milhão de hectares, cujo principal objetivo é atender ao Polo Industrial de Manaus (PIM). O empreendimento será construído na comunidade Novo Remanso, localizada à margem esquerda do rio Amazonas, entre as sedes dos municípios de Manaus e Itacoatiara, mas pertencente ao território itacoatiarense, ligada a Manaus através da AM-010.

De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Antônio Ademir Stroski, a empresa Terminal Portuário Novo Remanso já recebeu o termo de referência, documento que serve como roteiro para a elaboração do EIA/Rima. Stroski informa que o instituto aguarda o protocolo do documento para que sejam realizadas as avaliações técnicas e as posteriores audiências públicas. Todos os procedimentos cumprem as normas ambientais para que ao final do processo, o solicitante receba o licenciamento ambiental que delibera o início das obras.

Stroski também disse que atualmente os EIAs/Rimas que estão em análise no órgão são referentes à restauração do Porto Público da Manaus Moderna e à instalação de uma mina subterrânea para a exploração de silvinita no município de Autazes (distante 112 quilômetros de Manaus). Os relatórios que ainda estão em fase de elaboração por parte dos solicitantes são referentes à construção de uma mina para a extração do caulim e ainda à construção de aeroportos nos municípios de Maraã, Uarini, Jutaí, Amaturá, Pauiní, Nova Olinda do Norte e Codajás. “Estamos concluindo a análise do EIA/Rima expedido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit-AM) que solicita a restauração do porto localizado na área da Manaus Moderna.

A licença ambiental deve ser expedida em pouco tempo. Outro relatório que também está em análise e deve ter a primeira audiência pública marcada para os próximos meses é o referente à instalação da mina para a extração do potássio”, informou o diretor-presidente.

Avaliação

Para o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, a construção de uma estrutura portuária na comunidade Novo Remanso é benéfica para o Estado. Porém, ele ressalta que quanto ao escoamento de produtos do PIM é preciso analisar as condições de trafegabilidade da rodovia AM-010, que segundo o empresário, atualmente não apresenta condições estruturais para o transporte em volumes demasiados. “Precisamos de uma estrada que dê trafegabilidade ao volume de cargas tanto em quantidade quanto em peso. Também será necessário fazer a duplicação das vias para dar maior fluidez a essa nova atividade”, analisa. “Vejo como uma alternativa que gerará emprego em outra parte do Estado”, completa.

O primeiro tesoureiro da Federação das Empresas de Logística, Transportes e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), Raimundo Augusto, discorda da criação de um porto em uma área distante do PIM. Ele frisa que as empresas do distrito industrial precisam ter um suporte estrutural que viabilize a movimentação de produtos. Augusto comenta que os dois portos privados existentes em Manaus (o Chibatão e o Super Terminais) são responsáveis pelo escoamento dos produtos. “Não entendo o motivo de destinar os investimentos a um município, se o centro catalisador de movimento é o PIM. Por que não se pensa em fazer um porto nas proximidades do distrito industrial?”, indaga.

Augusto também falou sobre a pavimentação da rodovia AM-010. “A estrada não suporta pesos”, disse. “É um assunto que precisa ser discutido junto aos órgãos envolvidos. Pode até ser que após maiores conhecimentos sobre a questão, sejamos convencidos que essa seja a melhor opção”, conclui.

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